Notícia

O mundo foi obrigado a parar por um curto espaço de tempo, não é verdade?

quarta, 29 de abril de 2020
Uma visão econômica e compreendida de forma sensata

Julgamos estar em um período de transição, onde tudo acontece e muda muito rápido. A tecnologia que avança de forma desmedida e faz com que todos corram na tentativa de estar sempre à frente em suas ideias, principalmente naquelas que geram negócios. Diante da pandemia, com certeza muitos cientistas e empresários devem estar lutando contra o tempo para descobrir um tratamento eficaz para o novo Coronavírus e da mesma forma, líderes das mais diversas instituições tentam encontrar maneiras de poupar inúmeras vidas e ainda manter a economia equilibrada, para que pessoas não padeçam de fome devido ao desemprego.

Nesse meio, temos também os empresários, que geram boa parte dos empregos e renda, principalmente pequenos e médios. Tendo suas atividades paralisadas ou parcialmente, muitos se perguntam como será o futuro de seus negócios. No Brasil é sabido que a grande maioria das empresas não possuem uma reserva de emergência, bem como não contém controles gerenciais para mensurar o quanto seria necessário para manter seu negócio ao menos um ano em meio a uma crise.

Momentos de dificuldades como esse, nos fazem refletir sobre muitas posturas, hábitos que tínhamos até então, inclusive modelos de negócios. O que vai mudar daqui para frente? Haverá uma mudança no jeito de demandar dos consumidores? As empresas estão preparadas para essa mudança, se houver?

Existe um termo muito debatido nos últimos anos por algumas instituições no Brasil que é INOVAÇÃO. A capacidade que as empresas têm de criar algo novo, um jeito diferente de fazer, seja no processo de desenvolvimento, no canal de vendas, na entrega. Keynes ao citar os fatores do desenvolvimento, descreve que a Inovação torna possível um acréscimo dos lucros. Cada nova invenção desperta decisões adicionais de investimento. Portanto as inovações são capazes de transformar uma economia estática em uma economia ascendente.

Schumpeter em sua e obra The Theory of Economic Development, descreve o que ele chama de “empresário”, “inovação” e “capital”, onde a combinação dos três propiciam o processo de desenvolvimento econômico. Para o autor o empresário é quem promove as inovações. É ele que rompe o "fluxo circular" com novos métodos de produção ou produtos, e dessa maneira promove o avanço do processo de desenvolvimento. A "inovação" para Schumpeter significa "fazer as coisas diferentemente no reino da vida econômica". Para ele, a “inovação” pode ocorrer com a introdução de um novo bem ou então de nova qualidade de um certo bem; na introdução de um novo método de produção; na descoberta de uma nova fonte de matéria prima; ou com a reorganização de uma indústria qualquer, como a criação ou a ruptura de uma posição de um monopólio.

Diante do exposto podemos fazer alguns questionamentos como: Qual é a capacidade Brasileira de Inovar? A que passos avançamos nessa direção? Como os empresários tem planejado esse processo? Como as instituições tem se preparado para auxiliar as empresas visando o desenvolvimento?

Existem possibilidades para o Brasil avançar e sair de uma crise instaurada a muito tempo e que se agrava com a pandemia do coronavírus e o incentivo a inovação pode ser uma porta de entrada.

Fonte: Lais Bocalon - Executiva da ACEC